Não basta ter iniciativa. Também é preciso ter “acabativa”.

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Não basta ter iniciativa. Também é preciso ter acabativa. O nome disso é efetividade.

É muito provável que você que lê este texto tenha em casa um forno microondas. Se ainda não teve, um dia terá. Este equipamento doméstico é um excelente exemplo para falarmos deste pouquinho que é a Efetividade dentro do Plano de Trabalho para Toda a Vida®.

O forno microondas é uma invenção que carrega em si uma tecnologia que não para de desenvolver‐se, desde que foi criado a partir de um incidente, conforme o folclore que existe em torno do seu surgimento. Durante testes com transmissões eletromagnéticas para fins de comunicação, percebeu‐se que as ondas emitidas pelos equipamentos derreteram alguns alimentos que havia por perto. Isso aconteceu ao final da década de 40.  Desde então, o microondas não parou de evoluir, trazendo a cada nova fase tecnológica novas funções. Porém, na prática do codiano, o microondas é bastante subutilizado, tendo sua efetividade reduzida a algumas prosaicas tarefas de cozinha, tais como ferver leite, aquecer refeições prontas ou congeladas, estourar pipoca e derreter chocolate, entre um e outro uso pontual para outros fins.

O recado que a ‘vida útil’ do microondas nos passa é claro: apesar de toda evolução e tecnologia embarcada, de todo design arrojado ao ponto de torná‐lo peça de decoração, sua efetividade é muito baixa perto daquilo que idealiza de uso pleno para ele. A constatação, ao meu ver, é clara: os fabricantes de microondas não conseguiram ainda encontrar a interpretação mais eficaz para traduzir, facilitar e compartilhar com seus públicos as vantagens e inúmeros benefícios oferecidos pelo produto microondas, além dos que listamos há pouco. Quem tem feito isso, décadas depois, tem sido as redes sociais, em especial o YouTube, que traz um sem número de tutoriais mostrando o uso do microondas para algo além do arroz e feijão, ou melhor, do leite e pipoca. Em cenários instáveis, para uma efetividade condizente com este dinamismo, descomplicar torna‐se questão crucial.

É preciso simplificar para promover uma melhor conexão entre pessoas, valores e objetivos, de forma que todos apropriem‐se do negócio como co‐autores e não apenas como coadjuvantes. Simplificar não significa ser simplista, ou seja, perceber e analisar as variáveis de forma superficial, incompleta. Também não significa ser simplório, inocente, portador de uma ingenuidade suicida. Neste mundo definido pelos militares nos anos 90 como V.U.C.A., sigla que desmembrada e traduzida significa Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo, os fatos passam sem só por cima do comportamento inocente e superficial.

Simplificar então, ganha uma definição um pouco mais sistêmica, principalmente quando influenciamos pessoas em nosso trabalho e nossa vida. Significa ser transparente, co‐criativo, emissor ou receptor de feedbacks assertivos, provocador de visões de futuro consistentes e alcançáveis e, principalmente, incentivadores do pensamento exponencial.  Estes são os elementos catalisadores de efetividade, que possibilitam tornar a gestão pessoal ou corporativa mais ágil e capaz de surfar as ondas de mudança.

O atingimento de resultados crescentes resume o perfil exponencial, que eleva a inteligência do indivíduo à potência da inteligência de todos de sua rede. Requer ser menos subtrativo e divisor, ser mais mais aditivo e multiplicativo e viver, de forma prática, o conceito da ‘exteligência’, criado pelos autores Ian Stewart e Jack Cohen em 1997, que define a capacidade de conectarmo‐nos com a inteligência externa para ampliar a nossa própria, uma vez que é humanamente impossível acreditar que se é capaz de responder a toda questão que se apresente. Ser efetivo implica, principalmente, em estabelecer de forma lúcida o começo, meio e fim para as nossas ações, conscientes que os finais representam novos começos, de forma que cada experiência promova aprendizagem real, tornando-nos naturalmente mais sábios.

Por isso, imaginar é uma das mais salutares competências humanas. Porém é a execução que transforma a imaginação em realidade. Por tanto, não basta ter iniciativa. É preciso também ter a chamada ‘acabativa’. O nome disso? Efetividade.

 

🍎 Eduardo Zugaib – Profissional de Comunicação e Desenvolvimento Humano, atividades que se misturam ao longo de mais de 25 de anos de carreira. Escritor e conferencista em nível nacional. São mais de 10 anos provocando e inspirando pessoas e organizações para uma vida com mais Propósito, Protagonismo e Performance.

▶️ Este conteúdo faz parte do E-Book Plano de Trabalho para Toda a Vida, disponível para ser baixado na íntegra aqui. E sem a necessidade de cadastro!

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